sábado, 30 de agosto de 2008

balada de AGOSTO

(Zeca Baleiro)

"Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras
Que não digo
Mesmo na luz não há quem possa
Se esconder do escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos
Nos teus olhos..."

Agosto. Dez gostos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

júlia, JULHO

Fazendo uma pesquisa a fim de encontrar uma música não tão óbvia para este último post de Julho, achei curioso deparar-me com tantas canções que tenham o 7º mês em suas letras. E a maioria delas fala de amor. De encontros e desencontros. Acho que Julho atrai. Inverno, chuva, nuvens. Agosto nunca foi tão desejado quanto agora.

Júlia, Julho
(Alceu Valença / Dominguinhos)

"Júlia gostava de julho
Que amava o inverno
Sombrio e soturno
Júlia gostava de julho

Julho era o seu agasalho
Manteau, guarda-chuva
Marquise noturna
Umbigo e abrigo

A fera e a fauna
Paixão e libido

Júlia gostava de julho
Em cima da cama
E debaixo do seu cobertor
Mas Júlia sabia que agosto viria
E julho partia morrendo de amor

Quando chega o mês de julho
Me lembro do meu amor..."

LET'S DANCE IN JULY

domingo, 13 de julho de 2008

A Verdadeira Vontade

Essa semana ouvi de uma professora, explicando a matéria dela (que por sinal será uma das mais puxadas do semestre, rs), algo que me deixou reflexivo. Ela disse que irá passar muitas atividades e que você tem todo o direito de não fazê-las por inúmeros motivos, muitos deles compreensíveis até, outros desculpas simples e esfarrapadas, mas uma coisa é certa: você não fez a atividade. Não tem meio termo, não tem coluna do meio e por mais que as situações te empurrem para fazer ou não o que foi pedido, é algo muito estanque "fez"/"não fez". Não sei se, de fato, os relacionamentos podem ser comparados a matérias da faculdade, mas acredito muito que em tudo na vida, quando você quer muito, você vai lá e faz. Nada te impede, nada mesmo. Não há enrolação, não há devaneios, não há histórias pra contar. Quando você quer estar com alguém, você não mede esforços, se sacrifica, se doa e alguns até se jogam do precipício. Tudo em nome da verdadeira vontade de se estar com alguém. Independente disso ou daquilo e de fábulas fantásticas. É bem provável que essa tal verdadeira vontade um dia acabe, daí entra o lance do ser leal consigo mesmo. Desde o início. Nada contra o fim das coisas, porém a sinceridade ainda é imprescindível. Escrevi o texto abaixo ainda impactado com o discurso da professora e aos poucos fui complementando. Não é nada demais, apenas uma visão de um carinha que apesar de tudo, ainda acredita no amor.

A Verdadeira Vontade
(Fabrício Salim)

Eu não quero.
Eu não quero palavras bonitas e sentimentos vazios.
Eu não quero juras, promessas, planos e sonhos, se algo irá derreter adiante.
Eu não quero olhares fixos, quando o pensamento voa longe.
Não quero mensagens meramente ilustrativas.
Não quero o desejo vão, o tesão fulgás, os abraços partidos.
Não quero os beijos burocráticos, quando se quer beijar outras bocas.
Não quero presentes, lembranças e todo o materialismo do capital.
Eu não quero comparações, não quero mesmo.
Eu quero o peito aberto, os poros livres, o coração batendo na mesma freqüência.
Eu quero sorrisos sinceros, dizeres mais ainda, a mão na tua mão. Com firmeza.
Eu quero confiança, quero carregar a cruz e a delícia dos perfeitos imperfeitos.
Eu quero todas as dificuldade para tentar transpô-las e ter satisfação no final.
Quero poder estar, de verdade, esquecer do mundo e apenar ficar feliz por estar.
Eu só quero a verdadeira vontade.

Sei Lá...A Vida Tem Sempre Razão (Vinicius de Moraes/Toquinho)

terça-feira, 8 de julho de 2008

AGANJÚ

"Redescobri" essa música "perdida" no meio da trilha sonora de Bubble. A indescritível, Aganjú. Nos mitos, Aganjú é às vezes tratado como uma divindade primordial, associado à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.

No Brasil, Aganjú, ou Xangô Aganjú é considerado uma "qualidade" de Xangô enquanto dono das leis e das escritas e padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô (o Xangô mais velho, ou o Xangô propriamente dito), que é principalmente o Orixá da justiça e do equilíbrio.

Bebel Gilberto - Aganjú
(Carlinhos Brown)

"Te esperei na lua crescer
Ví cadeira boa sentei
Espirrei na tua gripei
Por ficar ao léo resfriei

VOCÊ ME AGRADOU ME ACERTOU
Me miseravou, me aqueceu
Me rasgou a roupa e valeu
E jurou conversas de deus

Aganjú
Aganjú
Aganjú
Aganjú
Aganjú
Aganjú

Quem sabe a labuta quitar
Sabe o trabalho que dá
Batalhar o pão e trazer
Para a casa o sobreviver

Encontrei na rua a questão
Cem por cento a falta de chão
VOU REZAR PRÁ NUNCA PERDER
ESSA ESTRUTURA QUE É VOCÊ

Aganjú
Aganjú
Aganjú
Aganjú
Aganjú
Aganjú..."

domingo, 29 de junho de 2008

Santos de JUNHO

O mês de Junho põe o nordeste do Brasil em festa: no dia 13 comemora-se Santo Antônio, no dia 24, São João e no dia 29, São Pedro. A denominação de santos “populares” é tradicional e exata: os santos de junho são os mais festejados nesta região do país.

Festas Juninas
Alheio aos festejos juninos, sigo tocando a vida com muito amor e música! O primeiro semestre do ano vai embora deixando comigo a certeza de que o tempo passa, as memórias boas (e as nem tanto também) ficam e quem quer o seu bem estará contigo sempre.

Segundo semestre de 2.008 promete! ^^

O Bonde do Dom
(Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown / Marisa Monte)

"Novo dia
Sigo pensando em você
Fico tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar

Todo dia
Vivo pensando em casar
Juntar as rimas como um pobre popular
Subir na vida com você em meu altar
Sigo tocando só para te cantar

É o bonde do dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam
Nas asas do bem desse mundo
Carregam um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti..."

domingo, 25 de maio de 2008

"MAIO já está no final..."

Uma semana para o fim do mês e o amoroso Maio (mês das mães e das noivas, rs) deixa seu belo registro em minha vida. Novos horizontes para um visão que se amplia. Bom é conhecer pessoas novas e melhor ainda é conhecer pessoas que já estavam no seu círculo de convivência. Com a chegada de Junho, festas juninas e afins, preciso de umas férias. Pelo menos tem o show de VdM.

flor-de-maio.jpg
MAIO
(Paula Toller / George Israel)

"Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais

Maio
já está no final
É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais

Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém..."

segunda-feira, 28 de abril de 2008

"Não mais a vi, desde ABRIL, fui pro mar..."

Em primeiro lugar quero agradecer. Simplesmente agradecer a todos os verdadeiros amigos. Amigos de perto. De longe. Amigos do peito. De MSN. Obrigado pela sensibilidade de vcs ao perceber que algo estava fora do lugar. E graças aos seus ouvidos e olhos atentos, às suas idéias e conversas de ânimo tudo volta a seu eixo. Não esquecerei de cada gesto, palavra e preocupação. Cada um a seu jeito, de seu modo, me fez perceber o quanto é bom e saudável estar com vcs. Valeu galera! =]

O mês de Abril já deu o que tinha de dar, foi duro, rochoso! Que venha o romântico (mês das noivas) e familiar (mês das mães) Maio. Agora vamos de música! Mestre Djavan:

PEDRA
Pedra (CD: MATIZES - 2007)
(Djavan)
"Sede de amor
Febre de anseio
Quase a escuridão
Você partiu, me reduziu,
Amor, me perco em lágrimas
Não mais a vi, desde abril, fui pro mar
E você lá deitada na pedra
Que inveja dessa pedra
O que ficou, eu compreendi,
Face àquela visão
O que era amor 'inda me diz:
Pena que tudo acabe...
Um lance novo me despertou
Desde já, só quero estar
Com quem me serve
E, de resto, serei breve!
Nada fica em pé
Pra quem se quebra numa paixão
O mundo é vão
E tudo é só um oco absurdo
Não mais me vejo assim
Tô a pé, mas chego onde vou
Revê-la só foi ruim
Porque nada me causou
Doeu, me ressenti
Quando você me desprezou
Mas hoje estou aqui:
Algo como uma flor na pedra
Preste a nascer..."

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Especialmente quando se é jovem

tic-tac
"Entretanto, não é fácil manter o equilíbrio do justo meio, especialmente quando se é jovem, isto é, quando o cultivo e a maturidade da mente ainda estão muito distanciados dos arroubos da inexperiência e dos reclamos de desejos vãos".

De algum livro de estudo para uma disciplina da faculdade...não lembrarei do nome. Assim fica perpetuado.

quinta-feira, 20 de março de 2008

"São as águas de MARÇO fechando o verão...

Um novo ano astrológico começa amanhã com a entrada do Sol no signo de Áries. As famosas águas de Março anunciam o fim do verão e o início do equinócio de outono. Período de mudanças. Período também de fortalecer nossos desejos e continuar a caminhada com o pensamento sempre positivo. O clássico da Bossa Nova numa versão bilíngüe:

"A stick, a stone, it's the end of the road
É um resto de toco, it's a little alone
It's a sliver of glass
, it's life, it's the sun
It is night
, it is death, it's a trap, it's a gun

É peroba no campo, é um nó da madeira
Caingá, candeia, é Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queria ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

The foot, the ground, the flesh and the bone
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É o regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
A spear, a spike, a point, a nail
A drip
, a drop, the end of the tale

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
A mile, o dia, a thrust, a bump
It's a girl, it's a rhyme, it's a cold, it's the mumps

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
A drift, ponte, flight, rã, resto, quail
The promise of spring


And the riverbank talks (São as águas de março)
Of the waters of march, (Fechando o verão)
It's the promise of life (É promessa de vida,)
It's the joy in your heart (No meu coração)

A stick, a stone,
It's the end of the road
É um resto de toco,
é um pouco sozinho

It's a sliver of glass,
It's a life, it's the sun,
É a noite, é a morte,
é o laço, é o anzol

It's the plan of the house,
It's the body in bed,
It's the car that got stuck,
It's the mud, it's the mud

É o projeto da casa,
é o corpo na cama
É o carro enguiçado,
é a lama, é a lama

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no meu coração

And the riverbanks talk
of the waters of March,
It's the end of all strain,
It's the joy in your heart.
Marisa Monte & David Byrne
Vídeo = http://video.nationalgeographic.com/video/player/music/regions-wm/south-america-wm/waters-of-march-wm.html

...é a promessa de vida no teu (meu) coração..." (Tom Jobim)

sábado, 1 de março de 2008

Quando FEVEREIRO chegar...

Fevereiro já chegou e se despede do ano bissexto com esse dia extra. Leva consigo a alegria do carnaval. Ontem choveu demais na cidade. Pode ser lágrimas de São Pedro ou talvez um grande amor chorando...preparem-se para esta temporada.

Why does it always rain on me? Singing in the rain; depois da tempestade, vem a bonança
Chorando e Cantando
(Geraldo Azevedo / Fausto Nilo)

"Quando Fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua
No ar, o fogo vai deixar semente
A gente ri, a gente chora
Ai, ai...ai, ai, a gente chora

Fazendo a noite parecer um dia
Faz mais, depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor, amo-ô-or

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você, meu amor, ninguém verá o sonho que sonhei

Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz de cada olhar mais diferente

Tua chama me ilumina
Me faz virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras
Faz mais, depois faz acordar chorando

Pra fazer e acontecer verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor, amo-ô-or
Amor...ô...ô..."