Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Podres Poderes

É. Poder. O dicionário traz algumas definições: "Ter influência sobre; dominar. Ter força, influência, domínio; ser poderoso. Vigor físico ou moral. Império; domínio; soberania; autoridade. Força; influência". A palavra que mais se repete neste vocábulo é a influência. Então ter poder é ter influência sobre determinada situação, circunstância, pessoa.

Esse texto começou a ser escrito em fevereiro desse ano, mas não conseguia terminá-lo! A conversa que o originou, por mais que não me saísse da cabeça, não me dava forças para concretizá-lo. E eu ficava angustiado, pq vi algumas cenas que relembravam todo aquele papo de uma pessoa tendo poder sobre a outra. A pergunta inicial foi trazer até mim a definição "será que eu tenho o poder de influenciar pessoas?" e a resposta foi "sim". Todos nós temos, em maior ou menor grau esse "poder" que pode ser utilizado para diversos fins.
E quando olhamos pro lado de fora, parece que fica mais fácil entender o quanto que as pessoas "brincam de poder" com as outras. É nítido, às vezes chega a ser engraçado presenciar momentos em que fulano faz beltrano de gato e sapato. Daí, fui pensando "será que tem amor aí no meio?" ou "será que beltrano sabe que é 'usado', mas só pra não perder a chance de estar com fulano se submete a isso?".

Eu acho uma loucura usar o poder do charme que se tem pra modelar o comportamento do outro, não sei, mas chega a ser cruel. Ou o 'amor' é que é bobo demais? Enquanto a vida segue, quem tem poder usa e abusa e espero que as pessoas acordem antes que seja tarde demais.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

I swear...I promisse...

Eu juro, eu prometo que vou atualizar o blog.
Várias idéias e textos bombando. Aguarde.
Obrigado.
P.S.: A você que me lê.

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

doce NOVEMBRO

Doce Novembro - Marjorie Estiano
(Alexandre Castilho/André Aquino)

"Nas ruas desprezo quem sorriu pra mim
Não vê que por dentro eu já cheguei ao fim
E aceito a sorte que a vida me deu
Mas pena é pros fracos que o mundo já esqueceu

O seu desespero ilude
Que é sua essa dor
O choro que te cai
Só consola você

Amanhã é cedo pra estar melhor
Amanhã é cedo pra mim
Me agonia o medo de ficar só
Me sinto só enfim

Só vejo lamento no que eu não fiz
Quem sofre não cuida de laços ou verniz

O seu desespero ilude
Que é sua essa dor
O choro que te cai
Só consola você

Amanhã é cedo pra estar melhor
Amanhã é cedo pra mim
Me agonia o medo de ficar só
Me sinto só enfim

Um doce NOVEMBRO que foge de mim
Assina o passado enquanto eu sinto o fim..."

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

OUTUBRO


Outubro
(Milton Nascimento - Fernando Brant)

"Tanta gente no meu rumo
Mas eu sempre vou só
Nessa terra desse jeito
Já não sei viver
Deixo tudo deixo nada
Só do tempo eu não posso me livrar
E ele corre para ter meu dia de morrer
Mas se eu tiro do lamento um novo canto
Outra vida vai nascer
Vou achar um novo amor
Vou morrer só quando for
E jogar no meu braço no mundo
Fazer meu OUTUBRO de homem
Matar com amor essa dor
Vou
Fazer desse chão minha vida
Meu peito é que era deserto
O mundo já era assim
Tanta gente no meu rumo
Já não sei viver só
Foi um dia e é sem jeito
Que eu vou contar
Certa moça me falando alegria
De repente ressurgiu
Minha história está contada..."

1 ANO DE BLOG!

Parabéns pra vc.

aniversário

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

SETEMBRO

gérbera(Marina Lima/Antônio Cícero)

"Primavera
Tudo quer se experimentar
Todas as fronteiras
Querem evaporar
Quem não se encarar com amor
Vai terminar ovelha
No bolso de um pastor

É Setembro
Tudo tenta se superar
E cheia até a beira
A vida quer jorrar
Quem não se encarar com amor
Vai fazer besteira
Na esteira do rancor

Um mundo sem fome mais
Sem opressão
Sem tráfico, sem terror
E com união/educação

Primavera
Tudo no vermelho e sem luz
Mas se alguém pergunta
Dizemos tudo azul
Na TV alguém da maré
Uma brasileira
Diz ser feliz e é

Um mundo sem fome mais
Sem opressão
Sem tráfico, sem terror
E com união/educação..."

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Trecho de Martha Medeiros

cartas"Não sei por onde começar esta carta que já nasce atrasada, pensamos sempre que temos muito a dizer mas as palavras são pouco amistosas, onde encontrá-las agora, às três e dez de uma madrugada em que me encontro insone e pensando mais uma vez em você?

Você esperou por estas palavras por muitos meses, na esperança de que elas aliviariam a dor do seu coração, mas elas não vieram porque estavam ocupadas vigiando meus impulsos, me impedindo de me abrir, e minha própria dor lhe pareceu desatenção, eu que não durmo de tanta paixão congestionada, de tanto desejo represado, de tão só que estou!!!

[...]

Pela enormidade de tempo que temos pela frente em que não nos veremos mais, não nos tocaremos ou ouviremos a voz um do outro, pela quantidade de dias em que conduzirás tua vida longe de mim e eu de ti, pela imensidão da nossa descrença, pela perseverança da nossa solidão, pelos nãos todos que te falei, pelo pouco que houve de sim, acredita: te amei além do possível, não te amei menos que a mim."

Sábado, 30 de Agosto de 2008

balada de AGOSTO

(Zeca Baleiro)

"Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras
Que não digo
Mesmo na luz não há quem possa
Se esconder do escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos
Nos teus olhos..."

Agosto. Dez gostos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

júlia, JULHO

Fazendo uma pesquisa a fim de encontrar uma música não tão óbvia para este último post de Julho, achei curioso deparar-me com tantas canções que tenham o 7º mês em suas letras. E a maioria delas fala de amor. De encontros e desencontros. Acho que Julho atrai. Inverno, chuva, nuvens. Agosto nunca foi tão desejado quanto agora.

Júlia, Julho
(Alceu Valença / Dominguinhos)

"Júlia gostava de julho
Que amava o inverno
Sombrio e soturno
Júlia gostava de julho

Julho era o seu agasalho
Manteau, guarda-chuva
Marquise noturna
Umbigo e abrigo

A fera e a fauna
Paixão e libido

Júlia gostava de julho
Em cima da cama
E debaixo do seu cobertor
Mas Júlia sabia que agosto viria
E julho partia morrendo de amor

Quando chega o mês de julho
Me lembro do meu amor..."

LET'S DANCE IN JULY

Domingo, 13 de Julho de 2008

A Verdadeira Vontade

Essa semana ouvi de uma professora, explicando a matéria dela (que por sinal será uma das mais puxadas do semestre, rs), algo que me deixou reflexivo. Ela disse que irá passar muitas atividades e que você tem todo o direito de não fazê-las por inúmeros motivos, muitos deles compreensíveis até, outros desculpas simples e esfarrapadas, mas uma coisa é certa: você não fez a atividade. Não tem meio termo, não tem coluna do meio e por mais que as situações te empurrem para fazer ou não o que foi pedido, é algo muito estanque "fez"/"não fez". Não sei se, de fato, os relacionamentos podem ser comparados a matérias da faculdade, mas acredito muito que em tudo na vida, quando você quer muito, você vai lá e faz. Nada te impede, nada mesmo. Não há enrolação, não há devaneios, não há histórias pra contar. Quando você quer estar com alguém, você não mede esforços, se sacrifica, se doa e alguns até se jogam do precipício. Tudo em nome da verdadeira vontade de se estar com alguém. Independente disso ou daquilo e de fábulas fantásticas. É bem provável que essa tal verdadeira vontade um dia acabe, daí entra o lance do ser leal consigo mesmo. Desde o início. Nada contra o fim das coisas, porém a sinceridade ainda é imprescindível. Escrevi o texto abaixo ainda impactado com o discurso da professora e aos poucos fui complementando. Não é nada demais, apenas uma visão de um carinha que apesar de tudo, ainda acredita no amor.

A Verdadeira Vontade
(Fabrício Salim)

Eu não quero.
Eu não quero palavras bonitas e sentimentos vazios.
Eu não quero juras, promessas, planos e sonhos, se algo irá derreter adiante.
Eu não quero olhares fixos, quando o pensamento voa longe.
Não quero mensagens meramente ilustrativas.
Não quero o desejo vão, o tesão fulgás, os abraços partidos.
Não quero os beijos burocráticos, quando se quer beijar outras bocas.
Não quero presentes, lembranças e todo o materialismo do capital.
Eu não quero comparações, não quero mesmo.
Eu quero o peito aberto, os poros livres, o coração batendo na mesma freqüência.
Eu quero sorrisos sinceros, dizeres mais ainda, a mão na tua mão. Com firmeza.
Eu quero confiança, quero carregar a cruz e a delícia dos perfeitos imperfeitos.
Eu quero todas as dificuldade para tentar transpô-las e ter satisfação no final.
Quero poder estar, de verdade, esquecer do mundo e apenar ficar feliz por estar.
Eu só quero a verdadeira vontade.

Sei Lá...A Vida Tem Sempre Razão (Vinicius de Moraes/Toquinho)